segunda-feira, 8 de novembro de 2010

à .patrícia


Em celebração a nossa amiga e talentosíssima mecânica de guarda-chuva, Patrícia Galelli, que completa anos, vamos publicar um desenho inédito dessa jovem, além de textinhos inspirados nesse seu desenho e em outros coisas.
Aproveitamos a oportunidade para desculparmo-nos pela total improdutividade artística desses mecânicos aqui, o que tem deixado o blog a beira do abismo; e por isso o desenho também é providencial. 
Não será por falta de amigos e de ideias interessantes de deixaremos esse espaço aqui abandonado, pois a cada dia as coisas acabam-se e tornam a começar, estamos aqui para isso.

Felicidades à .patricia, com carinho.


 menina Pagu, musa trágica da revolução




A arte nos salva
de nós mesmos
meta cotidiano
meta dissonância

a arte no liberta
meta fuga
metade livre

a arte cria
o meta mundo

por: Davi Amorim



É lindo vê-la caindo
Sentindo a velocidade exponencial da gravidade
Tomando seu corpo dos pés à cabeça.
Tenho você nas mãos, contemplo adormecer e despertar
Mas não a possuo por completo,
Amargo-me e enfureço-me
Percebo que a única maneira de tê-la totalmente é perdendo-a
Sentir sua distância, sua falta, sua queda livre
Talvez em outros braços, em outro chão, em pedaços.

por: Romulo Brosco

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Eu vi o saci!

Bom, foi numa típica noite de lua cheia, quando ouvi algo do lado de fora da casinha em que passava a noite, na Reserva Biológica Augusto Ruschi no ES. Resolvi sair com uma lanterna pra ver o que na esperança fosse uma onça parda ou um desses grandes mamíferos que todo biólogo sonha em ver, e que já sabe que quase não se vê mais. Quando apontei a lanterna na direção da belíssima Mata Atlântica que desabava exuberante pertinho no pé da porta, eu vi o semblante humano decalcado pelo brilho da lua aos pulos e aos risos dizendo em pausas, quase como um gago insistente, desses que repete as coisas para que não seja confundido com um sujeito inseguro, e falava e repetia em baforadas de fumaça e névoa... "Pobre gente que tudo quer conhecer, mas que tão pouco conhece a si própria, uma espécie que ninguém sabe a que veio, nem pra onde vai...."
-Parecia até troça...mas o que ele disse, eu nunca mais esqueci.
E viva o Saci!

por: Jamile Mileipe