Leve, breve, suave
Um canto de ave
Sobe no ar com que principia
O dia
Escuto, e passou...
Parece que foi só porque escutei
Que parou
Nunca, nunca, em nada
Raie a madrugada
Ou esplenda dia, ou doire no declive
Tive
Prazer a durar
Mais do que o nada, a perda, antes de eu oir
Gozar
Por: Fernando Pessoa
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
domingo, 14 de outubro de 2007
Linha do tempo
terça-feira, 9 de outubro de 2007
Sacolas de plástico
Entrepostos, estações, corredores...
arquiteturas de passagem expressa,
tão desumana a morada que inventei,
sobre trilhos, sobre o sujo e concreto silêncio.
Milhões de pessoas me percorrem em seu caminho...
fico estático, assombrando os desejos uníssonos de chegar...chegar
Não há estrelas nem céu, o ciclo segue perfeitamente,
o trânsito dos calados se mistura com o descanso flagelado
dos excluídos.
A tecnologia esbarra na verdade sob a ponte,
não vejo o fim, não distingüo as cores, não ouço o som...
Vou conduzir essa canção decadente
e ver de dentro o último trilho se acabar.
arquiteturas de passagem expressa,
tão desumana a morada que inventei,
sobre trilhos, sobre o sujo e concreto silêncio.
Milhões de pessoas me percorrem em seu caminho...
fico estático, assombrando os desejos uníssonos de chegar...chegar
Não há estrelas nem céu, o ciclo segue perfeitamente,
o trânsito dos calados se mistura com o descanso flagelado
dos excluídos.
A tecnologia esbarra na verdade sob a ponte,
não vejo o fim, não distingüo as cores, não ouço o som...
Vou conduzir essa canção decadente
e ver de dentro o último trilho se acabar.
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Uma menina
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